sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Reprise: Seminários, tendências pedagógicas, aulas chatas.

Olá a todos! então, faz um tempo que não venho postando por aqui...
Bem, isso está acontecendo porque estou sem internet em minha casa atualmente, o que dificulta a possibilidade de postar meus textos nas datas próximas as aulas. :/
Então vou fazer uma reprise da semana em que iniciamos as apresentações das oficinas pedagógicas.
A equipe que participei ficou com o tema: Interdisciplinaridade.
Não vou repetir aqui todos os conceitos abordados em sala de aula, porque fica até mesmo redundante.
Mas vou expor aqui minhas principais impressões sobre a nossa participação e tals.
Pra começo de conversa, no dia da apresentação eu fui assaltada alguns minutos antes de chegar na faculdade, o assaltante estava armado com uma faca e levou meu celular e mp4 (revoltante!), então quando cheguei na sala de aula eu estava muito abalada pelo susto que tinha acabado de levar. 
Mesmo assim eu e minha equipe continuamos com o que haviamos programado.
Propomos para a turma uma atividade corporal e depois discutimos sobre ela e suas relações com o tema.
Durante o debate alguns de nós da equipe falamos sobre o curso de dança, e a abordagem interdisciplinar da Escola de dança da Ufba, que ao meu ver é um ótimo exemplo, ao substituir as disciplinas por módulos interdisciplinares.
A nossa apresentação foi muito satisfatória para nós, pois fomos fieis ao nosso propósito de realizar uma oficina ao invés de seminário, mediando assim um exercício interessante de reflexão.
Após esta oficina, aconteceu outra voltada para o tema da pesquisa.
Lembro que esta equipe trouxe informações importantes sobre o assunto, uma delas é o fato de que a pesquisa deve ser realizada partindo de um questionamento. 
E ao relembrar de minhas experiências escolares, reconheço que em nenhum momento fomos motivados ao questionamento, e muito menos fizemos pesquisa alguma vez.
Apenas era nos ordenado, copiar conteúdos e repassar para o professor. Tarefa que sempre considerei extramamente maçante, e muitas vezes me recusei a executar tais tarefas por não perceber a importância que isso teria para minha vida. E muitas vezes (não tinha a menor importância mesmo! rsrs).
Entretanto apesar de ter aprendido com o conteúdo apresentado pelos colegas desta equipe, eu me senti um pouco entendiada com a abordagem utilizada, não sei se este é um "defeito" meu, ou se isso se refere ao fato de eu ser parte de uma escola onde a metodologia é diferenciada. Mas eu realmente tenho dificuldades de concentração em aulas, apresentações e etc, em que o formato é muito tradicional.

Tipo o professor na frente falando e falando, apresentando uns slides e ponto. Isso tira minha concentração, percebo meu corpo necessitando se mecher, falar e etc...

Então quando não estou num estado de inquietação absurda, fico com sono.
Aulas assim só me lembram sobre o tema das TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS que abordamos um dia desses (é um dia desses sim!) porque eu não costumo ficar colocando minhas postagens de forma linear, minhas escolha! embora isso dificulte a avaliação da professora. hahaha, e talvez eu tire uma nota inferior. Provavelmente ela nem vai ler isso aqui! enfim... voltando ao assunto.
Achei que tinha haver o tema da tendências aqui, porque nesta equipe e na maioria dos trabalhos apresentados, vi muito das características das tendências liberais. 
Acho que por ser um laboratório essa atividade da disciplina, seria essa nossa chance de explorarmos as possibilidades de ir além dos formatos por nós já conhecidos, através das vivências na educação básica.
Claro que cada um escolha a tendência que quer... mas em pleno séc XXI acho que existem coisas que não funcionam mais, principalmente com esta geração que vive cercada de tecnologias, opa! mas isso é assunto para a próxima postagem, também uma reprise! é assim que eu penso, acho que os conteúdos não estão nem devem estar dissociados nesta disciplina, porque não pensar nas tendencias pedagógicas na escolha das abordagens para "seminários", "blogs" e etc?. Afinal este é o momento de aprendermos, experimentarmos e vencermos estas barreiras disciplinares onde fomos "adestrados", em busca de conhecermos  metodológias, didáticas mais inter, trans, multidisciplinares, cada vez mais necessárias na realidade da prática contemporânea de ensino.


Peace, love, unity and fun!!
See you soon.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Educação, reconhecimento, e compromisso social. (Reflexões)

Foi exibido na em uma das aulas de didática, o filme “Quase Deuses” abaixo vocês podem ver o trailer do mesmo:


O filme é baseado numa história verídica de um dos percussores da cirurgia cardíaca, que não era um médico academicamente formado, mas desenvolveu suas potencialidades a principio estudando sozinho e depois passando a ser orientado por um médico do hospital que trabalhava.
No começo do filme, observamos dois personagens centrais: o médico (professor) e o auxiliar (aluno), e ao decorrer da história vimos isto se inverter, sendo o professor tornando-se aluno em determinados momentos e o aluno como professor. O que é algo realmente recorrente no dia a dia em sala de aula, pois ninguém detém de todo o conhecimento de igual modo ninguém é desprovido de informação.
O processo de aprendizagem se dá pela própria socialização em boa parte das vezes, é importantíssimo que o educador seja flexível, consciente destas variáveis, não se atendo a uma hierarquização do saber, mas sim buscando produção de conhecimentos ao invés de apenas passar informações.
Juntamente com aos membros da equipe que foi formada para debater sobre o assunto, fui relacionando o desejo do personagem central em ser socialmente reconhecido, com a realidade de muitos educadores na atualidade.
Temos enfrentado tempos difíceis no Brasil principalmente relativo à qualidade educacional, os professores recebem um salário indigno em relação a seu trabalho e a importância do mesmo para a sociedade. As condições de trabalho são precárias, bem como são precárias as condições para desenvolvimento dos alunos de escolas públicas.
Muitos professores têm lutado por melhorias e melhor reconhecimento de sua classe trabalhista; pergunto-me se o que tem motivado alguns destes profissionais tem sido o interesse em buscar conhecimento, ou apenas o reconhecimento social.
Pois embora este reconhecimento seja importante, não é interessante que este se torne o principal objetivo de nós profissionais da área de educação.
Vale ressaltar também que o professor não é um herói, embora possua a capacidade de promover transformação social através e com educação. Ele também não é um ser passivo, vitima do sistema político em que estamos inseridos.
É preciso que o educador esteja consciente de seu importante papel, no meio em que vive, sendo ativo, propositor, mediador de iniciativas positivas, mas sem necessitar ingenuamente pender para extremos. 
Um exemplo de uma atitude muito positiva pode ser observado nesta reportagem exibida no globo esporte, confiram no seguinte link:  http://globoesporte.globo.com/videos/esporte-espetacular/v/tande-joga-volei-com-presidiarios-em-pernambuco/1626803/

Uma das instituições onde menos pode se encontrar uma preocupação em mediar ações transformadoras e muito benéficas a toda a sociedade são os presídios.
Nesta reportagem me chama a atenção o termo usado pela diretora para se referir aos que estão ali presos: Reeducandos.
Vemos aí não uma intenção apenas punitiva, mas sim de proporcionar a estes indivíduos contatos com informações e valores pelos quais por varias condições, este foi impossibilitado de ter contato.
E dentro dos presídios, promoverem educação, conhecimentos a estas pessoas. Esta seria provavelmente uma solução para erradicar a criminalidade tão crescente em nossa nação.
Infelizmente sabemos que ainda no Brasil a educação escolar não é para todos, sendo beneficiadas em maioria as classes médio-altas, eis um dos motivos que fomentam praticas ilegais.
E os indivíduos que são punidos e vão para os presídios, são tratados de forma desumana e cruel, de modo que este retorna muito pior ao convívio social, tendo que lidar ainda mais com a situação de exclusão e preconceito que dificultam a sua inserção no mercado de trabalho, conseqüentemente seu meio de sobrevivência.
Se pensarmos que somos grandes contribuintes para a formação de pensamentos de pessoas, temos uma noção da imensa responsabilidade que temos como educadores, para o desenvolvimento social.





quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Habilidades referentes a docência.

Na aula do dia 30/08, refletimos sobre as características necessárias  para a prática do ensino.
Fomos colocando no quadro, aquilo que consideramos importante nesta questão, entre as palavras e citações uma que me chamou bastante a atenção foi: "O aprendiz te que ser respeitado em sua própria identidade"
este pensamento está fortemente ligado, ao que se encontra escrito no livro Pedagogia da autonomia (Paulo Freire), livro sugerido pela professora como base para esta discussão.
Ao reler este texto, pois meu primeiro contato com ele se deu nas aulas do módulo de Estudos do corpo 4, na escola de dança da Ufba. Ter novamente este contato me trouxe muitas memórias, das discussões que vivenciei sobre ele.
E acho pertinente expor aqui, uma observação que o Prof. Jorge Alencar fez em relação a este livro em nossos debates, ele nos chamou a atenção para a repetição da frase "Ensinar exige..." presente em todo o conteúdo do livro.
Será que realmente ensinar exige? é adequado pensarmos em autonomia pelo viés das exigências ou obrigações? Existem habilidades padrões para as práticas pedagógicas? Essa relação autonomia-exigência é coerente?
Não pretendo aqui responder a estas questões, deixo em aberto para o exercício do pensamento e reflexão, observo que para um país que viveu muitos anos de colonização, refletidos também no nosso modelo educacional, apesar das modificações que vem acontecendo gradativamente, penso que pensar autonomia ainda é um grande desafio o qual estamos convidados a aceitar, a fim de transpor barreiras que estão internalizadas em nossa cultura, em nosso sistema que vem dificultando maiores avanços na educação escolar.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Considerações sobre a relação ensino-aprendizagem.


Vivemos num país onde apesar das leis existirem a fim de afirmar nosso direito a educação de qualidade, sabemos que muitas vezes a realidade é bem diferente daquilo que encontramos impresso no papel.
A educação pública possui ainda muitas deficiências, e temos alguns municípios que não possuem se quer instituições de ensino, ou instituições em situações precárias.
O programa “A liga”, exibido na rede bandeirante de televisão no dia 23 de agosto de 2011, mostrava entre outros casos, a realidade de uma comunidade do interior de São Paulo que praticamente não possuem acesso a educação, crianças que caminham por duas horas seguidas passando por muita lama e obstáculos no caminho para chegarem a um ponto onde passa o ônibus escolar para que finalmente possam chegar a escola mais próxima da residência delas.
A pequena escola possui apenas um professor que tem que ensinar turmas com alunos de diferentes faixas etárias e níveis de aprendizado, ao mesmo tempo na sala de aula, com poucos recursos  inclusive, convivendo com falta de água e higiene precária visto que a escola tem estrutura ruim e a presença de morcegos é constante. 
Confira aqui: 


O relato da realidade desta comunidade me recordou o tema trabalhado na aula de didática que aconteceu também no dia 23, abordando a reflexão acerca dos conceitos de ensino, aprendizagem e da relação entre aluno e professor em sala de aula.

Lemos um depoimento de uma professora leiga que se deparou com condições semelhantes a esta comunidade do interior de São Paulo, mas apesar das dificuldades ela persistiu em seu objetivo de garantir acesso à educação escolar para as crianças da cidade onde ela reside, conseguindo gradativamente, melhorar as condições da escola por ela fundada.
Apesar da pouca instrução ela demonstra ter muita sabedoria, no tratante a prática de ensino, salientando a importância de o educador amar aquilo que se propõe a fazer, bem como proceder de forma afetuosa para com seus alunos, respeitando-os em suas particularidades.
Ela entende que uma educação plena consiste também em valorizar a produção de conhecimento nas disciplinas de artes, à medida que ela busca integrar aulas de dança no currículo de seus alunos, para que entre outros fatores, estes possam ter sua identidade cultural regional afirmada conscientizando-os do valor histórico das manifestações culturais.
O educador na contemporaneidade precisa ter consciência de que, cada instituição escolar, cada aluno tem suas especificidades, e estas precisam ser levadas em consideração.
Os conteúdos se relacionados à realidade da comunidade e da vida dos alunos, torna o aprendizado deste mais eficiente, pois torna o aprendizado concreto, funcional e relevante para o individuo, despertando nele o desejo em adquirir cada vez mais conhecimento.
O educador necessita ser  sensível aos anseios da turma, ouvir-lhes não os enxergando como tabulas rasas, pois o professor não detém de todo o conhecimento, cada pessoa tem sua história , suas informações, e devemos estar dispostos a construir juntos conhecimentos, e não simplesmente passar conteúdos para que os alunos apena absorvam.
É fundamental, auxiliá-los no desenvolvimento do pensamento crítico, pois como diz Sylvie Fortin (2003): “Uma modificação nas fontes de saber, empreende uma mudança nas relações de poder”
Precisamos entre outras fundamentais características da docência, estar conscientes de que estamos encarregados de nos tornarmos mediadores, para o desenvolvimento e formação do pensamento de muitas pessoas.
É responsabilidade também nossa, pelo futuro que a nossa sociedade terá, portanto é nas bases da formação do ser humano, que devemos investir, para que este se torne autônomo, crítico, não permitindo ser manipulado pelo poder coercitivo, entre outros aspectos, de interesses políticos de algumas pessoas sobre ele.





sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Apresentação.

Olá! meu nome é Michelle Arcanjo, hoje me deparei com a tarefa de escrever um pouco sobre mim.
Melhor dizendo, eu deveria responder a pergunta: quem sou eu?
Entretanto não posso responder esta pergunta exatamente, pois eu não sou, eu estou sendo.
Exatamente como no título do blog, estou num processo de construção, de transformações, de descobertas.
Estou estudando dança-licenciatura, na Universidade Federal da Bahia, e este blog é basicamente um espaço para expressar, meus pensamentos e questionamentos, acerca de temas estudados na disciplina de Didática 1.
Outra pergunta que me foi feita foi acerca das minhas expectativas na disciplina, sinceramente, eu não tenho expectativas.
Mas intenciono, aprender sobre o que é didática, e estar juntamente com a turma produzindo conhecimento, fazendo novas descobertas.


Até próximos posts.
Paz, amor,união e diversão.