Foi exibido na em uma das aulas de didática, o filme “Quase Deuses” abaixo vocês podem ver o trailer do mesmo:
O filme é baseado numa história verídica de um dos percussores da cirurgia cardíaca, que não era um médico academicamente formado, mas desenvolveu suas potencialidades a principio estudando sozinho e depois passando a ser orientado por um médico do hospital que trabalhava.
No começo do filme, observamos dois personagens centrais: o médico (professor) e o auxiliar (aluno), e ao decorrer da história vimos isto se inverter, sendo o professor tornando-se aluno em determinados momentos e o aluno como professor. O que é algo realmente recorrente no dia a dia em sala de aula, pois ninguém detém de todo o conhecimento de igual modo ninguém é desprovido de informação.
O processo de aprendizagem se dá pela própria socialização em boa parte das vezes, é importantíssimo que o educador seja flexível, consciente destas variáveis, não se atendo a uma hierarquização do saber, mas sim buscando produção de conhecimentos ao invés de apenas passar informações.
Juntamente com aos membros da equipe que foi formada para debater sobre o assunto, fui relacionando o desejo do personagem central em ser socialmente reconhecido, com a realidade de muitos educadores na atualidade.
Temos enfrentado tempos difíceis no Brasil principalmente relativo à qualidade educacional, os professores recebem um salário indigno em relação a seu trabalho e a importância do mesmo para a sociedade. As condições de trabalho são precárias, bem como são precárias as condições para desenvolvimento dos alunos de escolas públicas.
Muitos professores têm lutado por melhorias e melhor reconhecimento de sua classe trabalhista; pergunto-me se o que tem motivado alguns destes profissionais tem sido o interesse em buscar conhecimento, ou apenas o reconhecimento social.
Pois embora este reconhecimento seja importante, não é interessante que este se torne o principal objetivo de nós profissionais da área de educação.
Vale ressaltar também que o professor não é um herói, embora possua a capacidade de promover transformação social através e com educação. Ele também não é um ser passivo, vitima do sistema político em que estamos inseridos.
É preciso que o educador esteja consciente de seu importante papel, no meio em que vive, sendo ativo, propositor, mediador de iniciativas positivas, mas sem necessitar ingenuamente pender para extremos.
Um exemplo de uma atitude muito positiva pode ser observado nesta reportagem exibida no globo esporte, confiram no seguinte link: http://globoesporte.globo.com/videos/esporte-espetacular/v/tande-joga-volei-com-presidiarios-em-pernambuco/1626803/
Uma das instituições onde menos pode se encontrar uma preocupação em mediar ações transformadoras e muito benéficas a toda a sociedade são os presídios.
Nesta reportagem me chama a atenção o termo usado pela diretora para se referir aos que estão ali presos: Reeducandos.
Vemos aí não uma intenção apenas punitiva, mas sim de proporcionar a estes indivíduos contatos com informações e valores pelos quais por varias condições, este foi impossibilitado de ter contato.
E dentro dos presídios, promoverem educação, conhecimentos a estas pessoas. Esta seria provavelmente uma solução para erradicar a criminalidade tão crescente em nossa nação.
Infelizmente sabemos que ainda no Brasil a educação escolar não é para todos, sendo beneficiadas em maioria as classes médio-altas, eis um dos motivos que fomentam praticas ilegais.
E os indivíduos que são punidos e vão para os presídios, são tratados de forma desumana e cruel, de modo que este retorna muito pior ao convívio social, tendo que lidar ainda mais com a situação de exclusão e preconceito que dificultam a sua inserção no mercado de trabalho, conseqüentemente seu meio de sobrevivência.
Se pensarmos que somos grandes contribuintes para a formação de pensamentos de pessoas, temos uma noção da imensa responsabilidade que temos como educadores, para o desenvolvimento social.
OI, Michelle!!!
ResponderExcluirObrigado pelos comentários lá no meu blog. Você também comenta e argumenta de maneira muito interessante. Concordo que é relevante pensar sobre a 'qualidade do ensino' e as condições físicas e políticas para que isso ocorra...
Muito Bom....
Atenciosamente,
Rodrigo Lapa
Muito legal o seu post Michele! Colocações super pertinentes! Vc escreve bem!
ResponderExcluirObrigada pelos comentários colegas!! =D
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